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TURISMO-SA - Angela Karam e Camila Karam
DESTINOS INTERNACIONAIS

Especialista em turismo internacional que vive nos Estados Unidos revela os golpes mais comuns aplicados em turistas em Nova York durante grandes eventos e dá dicas práticas para brasileiros viajarem com mais segurança na Copa de 2026.





A Brooklyn Bridge, em New York | Getty Images

A poucos meses da Copa do Mundo de 2026, milhares de brasileiros já começam a planejar viagens para os Estados Unidos, especialmente para cidades próximas a Nova York, uma das principais portas de entrada do país e base estratégica para muitos torcedores durante o torneio.

Mas, junto com a expectativa da viagem, cresce também uma preocupação recorrente entre turistas internacionais: os golpes aplicados em visitantes desavisados.

Para entender quais são as armadilhas mais frequentes e como brasileiros podem evitar prejuízos durante a viagem, conversamos com a especialista em turismo internacional Meg Getz, profissional com mais de 40 anos de experiência no setor e que vive nos Estados Unidos há décadas acompanhando o comportamento dos turistas no país.

Segundo Meg, grandes eventos internacionais costumam aumentar significativamente o número de fraudes e abordagens oportunistas em destinos turísticos.

“Nova York é uma cidade fascinante e extremamente turística, mas exatamente por isso também exige atenção constante. Durante grandes eventos, o volume de visitantes aumenta muito e pessoas mal-intencionadas se aproveitam da distração, do cansaço e da falta de familiaridade dos turistas com a cidade”, explica.

A especialista alerta que muitos golpes parecem situações comuns do dia a dia, o que faz com que turistas percebam tarde demais que foram enganados.

Confira os golpes mais comuns em Nova York e saiba como se proteger durante a Copa de 2026:

 

1. Transporte clandestino nos aeroportos de Nova York

Ao desembarcar nos aeroportos JFK, LaGuardia ou Newark, muitos turistas são abordados por motoristas oferecendo corridas “mais rápidas”, “sem fila” ou aparentemente mais baratas do que os serviços oficiais.

Segundo Meg Getz, esse é um dos golpes mais comuns contra turistas recém-chegados aos Estados Unidos.

“Depois de um voo longo, muita gente quer apenas chegar rápido ao hotel. É justamente nesse momento de cansaço que acontecem os abusos, com cobranças absurdas ou transporte irregular”, alerta.

A recomendação é utilizar apenas táxis oficiais, seguir as placas de transporte terrestre dentro do aeroporto ou solicitar aplicativos como Uber e Lyft diretamente pelos canais oficiais.

Para quem busca mais conforto e previsibilidade, a especialista também recomenda contratar translado privativo antecipadamente.

 

2. O golpe da pulseira, do CD ou do “presente grátis”

Em regiões turísticas como Times Square, Central Park e Brooklyn Bridge, turistas frequentemente são abordados por pessoas oferecendo pulseiras, CDs, flores, lembranças ou pequenos “presentes”.

O problema é que, após aceitar o item, vem a cobrança insistente — muitas vezes acompanhada de pressão psicológica.

“Brasileiros costumam ser educados e receptivos, e muitos acabam entrando na situação para não parecerem rudes”, explica Meg.

A orientação é simples: não aceite nenhum item oferecido gratuitamente por desconhecidos na rua.

Se alguém colocar algo em sua mão, a recomendação é devolver imediatamente e seguir caminhando.

 

3. Fotos com personagens fantasiados na Times Square

Outro golpe bastante comum envolve personagens fantasiados de Mickey, Homem-Aranha, Estátua da Liberdade e super-heróis espalhados pela Times Square.

A foto parece espontânea e amigável, mas logo depois surgem cobranças inesperadas e, em alguns casos, insistentes.

“Muitos turistas acreditam que é apenas uma interação divertida e ficam constrangidos quando descobrem que precisam pagar”, afirma a especialista.

A dica é entender que praticamente todas essas fotos envolvem cobrança. Caso não queira participar, um simples “No, thank you” e seguir andando costuma resolver.

Meg Getz, em New York | Arquivo Pessoal

4. Ingressos falsos para a Estátua da Liberdade

Nos arredores do Battery Park, ponto oficial de saída para visitar a Estátua da Liberdade, também são frequentes os casos de ingressos falsos ou passeios enganosos.

Segundo Meg, muitos vendedores afirmam que os bilhetes oficiais estão esgotados e oferecem alternativas supostamente “melhores” ou “mais rápidas”.

“O turista acredita que está comprando o passeio oficial, mas acaba em barcos turísticos que nem chegam perto da ilha”, explica.

Para evitar prejuízo, a recomendação é comprar ingressos exclusivamente pelos canais oficiais das atrações e evitar vendedores ambulantes.

 

5. Falsa ajuda nas máquinas do metrô de Nova York

Turistas que demonstram dificuldade nas máquinas do metrô podem rapidamente virar alvo de oportunistas.

A abordagem geralmente começa com alguém oferecendo ajuda para comprar o cartão de transporte.

Em alguns casos, o cartão vendido está vazio; em outros, a pessoa utiliza o cartão do turista indevidamente.

Meg destaca que hoje o sistema de transporte está muito mais simples graças ao OMNY, tecnologia que permite pagamento por aproximação diretamente na catraca.

“O turista pode usar cartão, celular ou smartwatch sem precisar comprar cartões físicos. É mais seguro e muito mais fácil”, afirma.

 

6. Ingressos falsos para jogos da Copa e atrações turísticas

Com a Copa do Mundo de 2026 movimentando milhões de turistas, especialistas alertam que os golpes envolvendo ingressos falsos devem crescer significativamente.

Links compartilhados em grupos, revendas informais nas redes sociais e ofertas “imperdíveis” costumam ser os principais sinais de risco.

“Se parece barato demais ou fácil demais, desconfie”, alerta Meg Getz.

A recomendação é comprar ingressos apenas pelos canais oficiais da FIFA e plataformas autorizadas.

Também é importante evitar transferências bancárias para desconhecidos e desconfiar de anúncios sem garantia oficial.

Para Meg, informação é uma das principais ferramentas de proteção para turistas internacionais.

“Viajar com atenção e planejamento evita dores de cabeça e permite que o turista aproveite aquilo que realmente importa: viver uma grande experiência”, conclui.



Postado por
no dia 27/05/2026 às




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